terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Antropologia Filosófica

Immanuel Kant 1724-1804 - Filósofo que defendia o homem livre e responsável, em seu livro a crítica da razão ele diz: A antropologia como campo de inquirição humanista e ciência social compartilha com a filosofia e com o pensamento religioso a mesma questão central: o que é o ser humano?  A antropologia filosófica lida com questões existenciais e metafísicas acerca da natureza humana. A antropologia filosófica lida com questões existenciais acerca da natureza humana. Subdivide essa questão fundamental em vários temas, como identidade, pessoalidade, livre-arbítrio e determinismo, constituição humana, natureza humana, psique, mente, dentre outros tópicos. O projeto filosófico de Max Scheler (1874-1961), Helmuth Plessner (1892– 1985) e Arnold Gehlen (1904-1976) procurou compreender o papel do homem no mundo. Para eles, a ênfase está na singularidade do homem. A antropologia filosófica resulta das questões fundamentais assinaladas por kant , tendo como base a primeira pessoa : 1. O que eu posso conhecer? 2. O que eu devo fazer? 3. O que eu posso esperar? 4. O que é ser humano? O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". Immanuel Kant. A dignidade humana é o único princípio capaz de levar a condutas verdadeiramente éticas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Filosofia do Determinismo.

O determinismo se refere a uma relação de causa e efeito que condiciona as possibilidades daquilo que existe. Tudo o que há estaria submetido à hierarquia entre aquilo que é determinante (causa) sobre tudo aquilo que é determinado (efeito). É também uma corrente de pensamento que parte da ideia de que tudo o que existe está pré-definido ou está determinado a acontecer. É nesse sentido que, para as teorias deterministas, tudo existe em função de uma causa que o antecede. Pessoas, coisas, eventos ou ações, por exemplo, são o resultado de uma ação anterior, assumindo uma linearidade. Assim, não há maneiras de escapar à série dos acontecimentos, que podem estar determinada pelo passado, presente ou futuro. Liberdade e determinismo O conceito de determinismo, muitas vezes, é compreendido como oposto à liberdade. Entretanto, compreende-se que, no caso de um determinismo não absoluto, há a possibilidade de escolhas, por conseguinte, de liberdade. Para a religião cristã, Deus é um fator determinante, nada pode fugir aos desígnios Dele, mas dotou os seres humanos com o livre-arbítrio para que pudessem ser livres e decidir sobre suas próprias ações. Segundo Deleuze, do mesmo modo que os seres humanos são determinados, através de sua liberdade, também possuem a característica de determinantes, constituindo-se como causa de novos efeitos. Assim, mesmo dentro de um sistema determinado, existem possibilidades para escolhas e liberdade. Libertarismo e determinismo O libertarismo ou libertarianismo opõe-se ao determinismo por criticarem a existência de um agente externo que possa reduzir as escolhas dos indivíduos. Para os adeptos dessa corrente de pensamento, os indivíduos são plenamente livres e só devem ser determinados pela sua própria vontade. O termo foi utilizado por correntes anarquistas do século XIX, como em Proudhon, para defender a negação do poder do Estado sobre a vida das pessoas. Mais tarde, no século XX, correntes do liberalismo político assumiram o termo para fundamentar a ideia do Estado mínimo, como visto no pensamento de Von Mises. Tipos de determinismo Existem diferentes tipos de determinismo, que estando relacionados a um contexto específico, restringem as possibilidades de ação a um fator as determina, são eles: *Determinismo cultural- os indivíduos que compartilham de uma mesma estrutura cultural tendem a pensar e agir da mesma forma, fundamentados nos valores comuns que os orientam. *Determinismo social- as estruturas sociais são determinantes para a ação dos indivíduos. Assim, as condições sociais dos indivíduos são determinantes para o seu modo de vida. *Determinismo científico- para essa corrente de pensamento, a ciência vai determinar a forma de vida dos indivíduos, só o que é reconhecido pela ciência pode ser tomado como verdade, e torna-se fundamento para as escolhas e as ações. *Determinismo geográfico-os habitantes que dividem um mesmo espaço físico passam a comportar-se de forma semelhante, sendo determinados pelo meio em que vivem. *Determinismo biológico.-o determinismo biológico, associado ao que conhecemos como darwinismo social, foi criado para justificar porque algumas etnias deveriam ser consideradas superiores às outras. O determinismo biológico foi usado como justificativa para várias situações tenebrosas da história da humanidade, como por exemplo, o nazismo, onde Adolf Hitler pregava a superioridade da "raça ariana" sobre as demais. O determinismo biológico é baseado em uma série de estereótipos, como por exemplo: todo asiático tem inteligência acima da média, negros são melhores em esportes, e europeus são culturalmente mais elevados. Tendencias deterministas: Pré-determinismo: se, como Laplace, o deísmo e o behaviorismo clássico, supuséssemos que todo efeito já está completamente presente na causa, temos um determinismo mecanicista onde a determinação é colocada no passado, numa cadeia causal totalmente explicada pelas condições iniciais do universo. Pós-determinismo: se, como na teleologia, supuséssemos que toda causalidade do universo é determinada por alguma finalidade, temos um determinismo mecanicista onde a determinação é posta no futuro pelo consentimento de algum evento exterior ao universo causal. Co-determinismo: se, como na teoria do caos, na teoria da emergência ou no conceito de rizoma, supuséssemos que nem todo efeito está totalmente contido na causa, isto é, que o próprio efeito pode simultaneamente interagir (causalmente) com outros efeitos, podendo inclusive acarretar um nível de realidade diferente do nível das causas anteriores (por exemplo, a interação no nível molecular formando um outro nível de realidade, a vida, ou a interação entre indivíduos formando um outro nível de realidade, a sociedade), temos um determinismo onde a determinação é colocada no presente ou na simultaneidade dos processos. Referências: Macedo, C. C. Q. (2016). A influência da frenologia no Instituto Histórico de Paris: raça e história durante a Monarquia de Julho (1830-1848).Humanidades em diálogo,7, 127-145. Paul Edwards:Determinism.In: Paul Edwards (org.):Encyclopedia of philosophy.Macmillan, London 1967, vol 2 p. 359-373 William James:The Dilemma of Determinism. In:The Will to Believe and other essays in the popular philosophy. J.J.C. Smart, https: //sci-hub.se/10.1093/mind/lxx.279.291"Free-Will, Praise and Blame".Mind, julho de 1961, vol. LXX, nº 279, p.291-306 doi:10.1093/mind/lxx.279.291 The Cogito Model,informationphilosopher.com

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Paradoxo do autoengano.

Autoengano ou autoilusão é o processo de negar ou racionalizar a relevância, o significado ou a importância de evidências contrárias e argumentos lógicos . O autoengano envolve convencer-se de uma verdade (ou da falta dela) para não revelar qualquer autoconhecimento do engano . O autoengano questiona a natureza do indivíduo, especificamente em um contexto psicológico , e a natureza do "eu". A irracionalidade é a base da qual derivam os paradoxos do autoengano, e argumenta-se que nem todos possuem os "talentos especiais" e as capacidades para o autoengano. No entanto, a racionalização é influenciada por inúmeros fatores, incluindo socialização, vieses pessoais, medo e repressão cognitiva. Tal racionalização pode ser manipulada de maneiras positivas e negativas, convencendo alguém a perceber uma situação negativa de forma otimista e vice-versa. Em contraste, a racionalização por si só não consegue esclarecer efetivamente a dinâmica do autoengano, visto que a razão é apenas uma das formas adaptativas que os processos mentais podem assumir. Foi teorizado que os humanos são suscetíveis ao autoengano porque a maioria das pessoas tem ligações emocionais com crenças, que em alguns casos podem ser irracionais . Alguns biólogos evolucionistas , como Robert Trivers , sugeriram  que o engano desempenha um papel significativo no comportamento humano e, de modo mais geral, no comportamento animal. Enganamos a nós mesmos para confiar em algo que não é verdade, a fim de convencer melhor os outros dessa "verdade."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A sombra da indifrença.

Você já percebeu que, quando você se afasta, quem te ignorava, que trata võcê com indiferença, começa a sentir a sua falta? Parece até curioso como o silêncio de quem sente-se desvalorizado, ignorado, fala mais alto que qualquer palavra. A maioria das pessoas só aprende o valor do que perdeu quando o outro já desistiu de provar alguma coisa. Elas geralmente confundem a sua paciência com fraquesa, o seu cuidado com obrigação, e o seu silêncio com indiferença. Mas o verdadeiro controle está em não precisar mais validação, pois quando alguém não entende nosso valor, o erro é tentar convencê-la do contrário.O valor que temos não se explica, se demosntra, e quem não quer enxergar, não enxerga. Quem vive na cegueira do ego, só reconhece aquilo que perde, nunca aquilo que tem. Tudo o que não é mútuo, é perda de tempo, pois o valor não se pede, se percebe, e o silêncio é, muitas vezes. A resposta mais elegante que existe.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Vazio Emocional.

O sentimento de vazio emocional é frequentemente descrito como uma sensação de falta de propósito, de conexão ou de satisfação na vida. Essa sensação pode se manifestar de várias maneiras, como um sentimento de desinteresse com o mundo ao redor, uma falta de interação nas atividades, sejam elas profissionais ou no convívio familiar. Existe aquela terrivel sensação de estar perdido. Psicologicamente, o vazio pode ser associado a uma série de fatores, incluindo transtornos de personalidade, depressão e experiências estressantes, traumatizantes, e até mesmo pensamentos depressivos que invadem nossa mente. O vazio emocional é uma sensação extremamente preocupante, porque se não for identificado em seu início, poderá levar até mesmo a consequências dolorosas.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Filosofia do Racionalismo

Razão é a palavra-chave aqui, pois o que os pensadores desta corrente fazem é analisar tudo através da razão, ou seja, as verdades sobre a realidade só podem ser analisadas por este prisma, rejeitando as sensações e sentimentos. Racionalismo é um termo geralmente empregado ao uso da razão para validar um determinado conhecimento. Ele foi utilizado pela primeira vez por Kant, para denominar sua filosofia transcendental. Essa escola filosófica é muito associada ao filósofo e matemático René Descartes (1596 – 1650) por este defender que a razão humana, sendo como forma de conhecimento, é natural primordial ao homem. Porém, foi Hegel quem caracterizou o Racionalismo como corrente filosófica que vai de Descartes a Leibniz e Spinoza. Em sintese, podemos dizer que o racionalismo é uma posição epistemológica, ou corrente filosófica caracterizada pela aceitação de, ao menos uma, entre três teses: a razão e a intuição devem ter privilégio sobre a sensação e a experiência na obtenção do conhecimento; toda ou a maior parte das ideias é inata, ao invés de adquirida no decorrer da vida; e a certeza do conhecimento deve ser privilegiada sobre a mera probabilidade dele em investigações filosóficas. Uma outra característica em comum entre os mais proeminentes racionalistas dessa corrente, que são René Descartes, Baruch Espinoza e Gottfried Wilhelm Leibniz, é a aceitação da realidade da substância como o princípio fundamental de unidade das coisas. O racionalismo afirma que tudo o que existe tem uma causa inteligível, mesmo que essa causa não possa ser demonstrada empiricamente, tal como a causa da origem do Universo. Privilegia a razão em detrimento da experiência do mundo sensível como via de acesso ao conhecimento. Considera a dedução como o método superior de investigação filosófica. René Descartes, Baruch Espinoza e Gottfried Wilhelm Leibniz introduzem o racionalismo na filosofia moderna. Georg Wilhelm Friedrich Hegel, por sua vez, identifica o racional com o real, supondo a total inteligibilidade deste último. O racionalismo é baseado nos princípios da busca da certeza, pela demonstração e análise, sustentados, segundo Kant, pelo conhecimento a priori, ou seja, o conhecimento que não é inato nem decorre da experiência sensível, mas é produzido somente pela razão. O racionalismo é a corrente central no pensamento liberal que se ocupa em procurar, estabelecer e propor caminhos para alcançar determinados fins. Tais fins são postulados em nome do interesse coletivo (commonwealth), base do próprio liberalismo anglo-saxónico, contribuindo também para estabelecer a base do racionalismo. O racionalismo, por sua vez, fica na base do planejamento da organização econômica e espacial da reprodução social. Fontes: Wiki.- Word the Filosofy. Dea, Shannon; Walsh, Julie; Lennon, Thomas M. (2018) Internet Encyclopedia of Philosophy

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Universo Fragmentado

O que chamamos de "mente fragmentada"? Múltiplas personalidades, mentes fragmentadas, ou universos fragmentados. O transtorno dissociativo caracterizado por dois ou mais estados de personalidade que se alternam, e são popularmente conhecido como múltiplas personalidades. A dupla personalidade, cujo nome científico é transtorno dissociativo de identidade, é real e deixa marcas profundas.. A fragmentação na psicologia refere-se ao processo pelo qual uma pessoa experimenta uma divisão ou separação em sua identidade, pensamentos, emoções ou comportamentos. Esse fenômeno pode ocorrer devido a traumas, estresse extremo ou outras condições psicológicas que afetam a integridade da mente. Esse transtorno surge, na maioria dos casos, como um mecanismo de defesa contra traumas severos, geralmente vivenciados na infância. Para lidar com experiências dolorosas, a mente fragmenta a identidade da pessoa, criando diferentes “partes” que assumem o controle em diferentes momentos. Segundo Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço, fundador da psicologia analítica, existem quatro funções psicológicas fundamentais que atuam diretamente na personalidade e suas reações, são eles: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Cada função pode ser expressa tanto de uma maneira introvertida quanto extrovertida. O pensamento e o sentimento eram vistos por Jung como maneiras alternativas de elaborar julgamentos e tomar decisões.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A dama e o poeta.

Há, minha linda amada, ternura em teu olhar, ao apreciares os versos, que em meus devaneios dispersos, dediquei somente a ti, como um lampejo de paixão. Bruma de angelical ternura são teus olhos em meus livros. Mas qual estrofe poderá encantar-te? Qual refrão irá agradar-te? Razão do meu querer, que senão aquele, que fale do amor? Candura me são teus lábios, ao recitares meu versos, em um fluir de mansidão. E creio eu, ser o tempo em vão, como uma melodia perene que entra como chama ardente, como lâmina pungente, em meu enamorado coração.

No meio da noite

Por vezes, na penumbra do nosso quarto, iluminado pelo tênue facho de luz que ultrapassa nossa janela, fico a comtemplar teu formoso rosto....