quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Filosofia do Existencialismo.

Esta linha de pensamento filosófico prega que não há origem, que todas as pessoas são livres para fazer suas próprias escolhas e lidar com as consequências, positivas ou negativas, das mesmas. O conjunto de teorias formuladas no século XX, com forte influência do pensamento de Kierkegaard 1813-1855, se caracterizam pela inclusão da realidade concreta do indivíduo (sua mundanidade, angústia, morte etc.). No centro da especulação filosófica, em polêmica com doutrinas racionalistas que dissolvem a subjetividade individual em sistemas conceituais abstratos e universalistas. O existencialismo popularizou-se após a Segunda Grande Guerra. É no contexto de uma Paris destruída que essa corrente de pensamento foi associada ao nome de Jean-Paul Sartre. Trata-se de um equívoco, entretanto, assumir que esse pensador é o inaugurador desse novo olhar sobre o mundo e o ser humano. A fonte de inspiração da existência como problema filosófico encontra-se em Martin Heidegger, que, por sua vez, foi influenciado por Friedrich Nietzsche e Søren Kierkegaard. Embora esses pensadores tenham elaborado explicações distintas, suas reflexões iniciaram-se baseadas no ser humano em sua concretude. Maurice Merleau-Ponty, por exemplo, enfatizou a centralidade do corpo em Fenomenologia da percepção (1945), sendo sua ausência inconcebível. Nessa obra, as questões foram pensadas com base na vida em seus aspectos concretos, e temas como a angústia, a responsabilidade e a liberdade começaram a ser enfatizados. Características do existencialismo: A base da proposta existencialista é analisar o ser humano em seu todo e não dividido em aspectos internos (sua mente, cognição e sentimentos) e externos (seu corpo, comportamento e ações). Embora tenhamos semelhanças com outros seres e alguns objetos, a consciência que temos das nossas ações e do mundo ao nosso redor é peculiar. Não poderíamos, assim, tentar entender o ser humano do mesmo modo que compreendemos os demais seres e objetos do mundo. A existência não é algo que se possa meramente classificar ou mensurar, pois é um desdobramento ou acontecimento que não se deixa compreender a não ser sendo um indivíduo. Encontramo-nos em uma situação na qual o que somos não está predeterminado, mas é antes resultado das nossas ações. Coloca-se em questão, assim, o propósito do ser humano em um mundo que não é como deseja ou tenha escolhido. Essa situação, que consiste geralmente na percepção de uma limitação, é o que gera o sentimento de ansiedade. As ações passam a ser entendidas como resultados unicamente de escolhas e não como reações ou reflexos das situações nas quais alguém se encontra. A autenticidade é uma noção que encontra reflexos e semelhanças em todos os pensadores da linha existencialista. Ser autêntico seria não se deixar meramente submeter aos valores de uma sociedade e assumir um lugar na dinâmica social. O cotidiano pode ser uma fuga da nossa responsabilidade ao fazermos apenas o que é esperado de nós ou o que nos é solicitado, sem refletirmos seriamente sobre a própria existência. Longe de recair em libertinagem ou individualismo, autenticidade trata-se da percepção de que o que somos é constantemente modificado pelas nossas escolhas e de que o modo como vivemos é um compromisso assumido diariamente. Entre os filósofos mais proeminentes do existencialismo estão Jean-Paul Sartre, Søren Kierkegaard, Friedrich Nietzsche, Martin Heidegger e Gabriel Marcel. Cada um contribuiu com perspectivas distintas, mas todos compartilhavam o interesse pelo ser humano e pelas questões existenciais. Kierkegaard é visto como um precursor do existencialismo, trazendo uma abordagem cristã. Nietzsche trouxe ideias sobre o niilismo e a superação dos valores tradicionais, enquanto Heidegger explorou o ser como “Dasein”, a existência autêntica. Sartre, por sua vez, destacou-se pelo enfoque ateísta, e Marcel pelo existencialismo cristão, com uma forte inclinação espiritual."

quarta-feira, 29 de julho de 2026

O Dom da Transcendência

Transcendência é um termo que, em filosofia, pode conduzir a dois diferentes períodos, embora relacionados, todos eles originários da raiz latina que significa 'ascender' ou 'indo além', sendo um significado oriundo da filosofia antiga, e o outro, ligado à filosofia moderna. Portanto, transcendente é um adjetivo que demonstra algo que não é comum, que está além dos limites convencionais ou que é considerado superior, extraordinário, especial, ou té mesmo sobrenatural. Este adjetivo “Transcendente” sempre nos dá a indicação da necessidade principal de ir além dos limites conhecidos, ultrapassar barreiras, descobrir novos caminhos. Seja na literatura, no esporte, na ciência ou tecnologia, seja onde for, estamos sempre desafiados e transcender obstáculos. E muitas vezes transcendemos estes obstáculos sem nem mesmo percebermos. Transcendemos quando damos amor em abundância, atenção em dobro, quando espalhamos sorrisos por onde passamos, alegria a quem encontramos, transcendemos quando não limitamos abraços, generosidade, carinho. Somos por natureza transcendentes, todos os dias encontramos algo novo em nós mesmos, descobrimos que somos capazes de fazer algo, que até ontem parecia impossível. Que dom maravilhoso, esta capacidade de transcendência sem limites, de ultrapassar as barreiras do ser humano comum, e sermos melhores a cada dia, de derrubar a muralhas que nos separam do entendimento, da afinidade, do pertencimento um ao outro. Transcendemos a amizade para tornarmo-nos irmãos, transcendemos o querer para chegarmos ao amar. Quando mesmo sozinhos, dançamos, transcendemos a fascinante sensação de ser feliz, quando na rua, erguemos os braços ao céu, transcendendo nossa energia por estar vivo. Transcender em espírito, deixar nossa aura iluminar-se. Até mesmo quando as lágrimas inundam nossa face, transcendendo o desejo de aliviar a alma. Transcender, uma simples palavra, mas com um significado gigantesco, que nos faz ultrapassar até mesmo as barreiras da morte, tornando-nos imortais no coração daqueles a quem amamos. Tudo tão simples, mas ao mesmo tempo, tudo tão grandioso, tudo tão normal, mas ao mesmo tempo, tudo tão extraordinariamente belo. Sid Fontoura

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Filosofia do Materialismo

É outra das correntes filosóficas que considera como a própria designação indica, o contrário do idealismo. Para eles, o mundo e todas as suas coisas existem fora de nós, já que são matérias, e não resultados. Aristóteles e Karl Marx são os grandes expoentes desta teoria. Essa doutrina que identifica, na matéria e em seu movimento, a realidade fundamental do universo. Além disso, tem a capacidade de explicação para todos os fenômenos naturais, sociais e mentais. Em filosofia, materialismo é o tipo de fisicalismo que sustenta que a única coisa da qual se pode afirmar a existência é a matéria; que, fundamentalmente, todas as coisas são compostas de matéria e todos os fenômenos são o resultado de interações materiais; que a matéria é a única substância. O materialismo é uma corrente filosófica que busca explicar o ser e a sua existência a partir da matéria, desde a Antiguidade. Principais características: Uma das principais características do materialismo é a sua busca pela explicação dos fenômenos da realidade a partir de condições estritamente concretas e materiais, donde se pode compreender de modo racional as fontes que geram as dinâmicas sociais, históricas, psicológicas, epistemológicas, etc. Por isto, o materialismo está em via oposta ao idealismo, o espiritualismo e a metafísica, porque afirme a primazia da matéria sobre o espírito. Ademais, até mesmo o pensamento seria uma manifestação interior da matéria, permitindo a existência imaterial da consciência, contudo, correlacionada aos fatos e fenômenos de origem material. Vale ressaltar que o materialismo se estende ao modo de vida no qual o gozo das coisas materiais é também uma filosofia de vida, caracterizada pelo grande apego aos bens materiais. Contexto histórico: Presente nas culturas orientais da Antiguidade como egípcia, babilônica, indiana e chinesa, o materialismo se tornou comum no pensamento ocidental por volta do século VII a. C., com algumas escolas filosóficas, como a de Mileto, de onde saíram Tales de Mileto (624-547 a.C.), Anaximandro (610-546 a.C.) e Anaxímenes (585-525 a.C.). Posteriormente, os pré-socráticos, como Demócrito de Abdera (460-370 a.C.), que promoveu a teoria atomista da estrutura da matéria, impulsionaram o materialismo. Aristóteles (384-322 a.C.), também contribuiu ao afirmar que todas as coisas têm uma base material. Não obstante, com a instituição da Idade Média, a religião e a dimensão espiritual da vida passaram a dominar todas as esferas da sociedade, até o advento do Renascimento (Século XV). Nesse ínterim, Francis Bacon (1561-1626), criticou duramente a filosofia idealista ao defender que a experiência é o fundamento de todo processo de conhecimento. Materialismo e pensamento marxista: Tem especial destaque no materialismo o pensamento marxista de Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), donde o ser humano fundamenta toda sua estrutura econômica e social nas condições materiais de sua existência. Materialismo Dialético: Pelo Materialismo Dialético, as mudanças surgem pelo embate entre as forças sociais, como um reflexo da matéria em sua relação dialética com as dimensões psicológica e social, as quais, por sua vez, constituem as forças produtivas e as relações de produção. Materialismo histórico: No Materialismo Histórico, os processos históricos seriam uma manifestação do trabalho para satisfazer as necessidades materiais, o que determinaria os modos de produção da vida material, com impactos diretos na vida social, política e espiritual em cada período histórico.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Filosofia do Empirismo

É um método de análise bastante utilizado na ciência moderna, especialmente nas disciplinas exatas. Na filosofia, entre as correntes filosóficas, significa que os sentidos são os verdadeiros responsáveis por revelar a verdade, e não a razão. Essa corrente filosófica acredita que o conhecimento advém das impressões dos sentidos, ou seja, nada é anterior à experiência (não existem ideias inatas). Abbagnano (2007, p. 377- 378) afirma que geralmente essa escola nega o caráter absoluto de verdade e defende que esta deve ser colocada à prova para ser corrigida ou abandonada. Constitui-se, juntamente com o racionalismo, a partir do século XVII, seus principais representantes são os ingleses Francis Bacon, John Locke e David Hume. Uma proposição bastante interessante desta corrente, e amplamente utilizada na educação, é a de que o conhecimento só é construído porque é baseado na experiência. Popper, Lock, Hume e Kant são os maiores expoentes. "A palavra empirismo é usada para classificar as propostas surgidas no período da filosofia moderna (meados do século XV ao século XVIII) que defendeu a construção de conhecimento com base na experiência. A origem etimológica do nome dessa corrente de pensamento é a palavra grega empeiria, que tem sentido muito próximo ao de “experiência” em nossa língua. Já entre os gregos antigos, havia uma forma de tratamento chamada medicina empírica, que consistia em raciocínios sobre a observação de casos semelhantes. Esses médicos evitavam, nesse sentido, teorizar sobre as causas das doenças. As propostas que adotaram a experiência como critério ou guia para a verdade, no período moderno, estiveram próximas dessa perspectiva, por isso a importância da evidência e da confirmação. Os principais pensadores viveram na Inglaterra (John Locke, David Hume e George Berkeley), com alguns defensores franceses, como Étienne Bonnot de Condillac." A experiência de que tratam os empiristas não é simplesmente uma situação vivenciada por uma pessoa, já que o estabelecimento de conhecimento requer que as experiências possam ser confirmadas, e isso envolveria, minimamente, que tal experiência possa ocorrer mais de uma vez. Por tratar-se de um conhecimento adquirido por meio dos sentidos, a preocupação com a certeza e a caracterização da evidência são temas recorrentes. Por outro lado, já que se investiga uma realidade mutável, coloca-se em questão a validade dessas propostas. A importância do mundo material para os empiristas aproxima suas reflexões de teorias dos pensadores da ciência experimental, que obteve muitos avanços no mesmo período. Francis Bacon, considerado o fundador do método científico moderno, deixa claro que a experiência é o elemento fundacional do conhecimento. O conhecimento científico, em todo caso, só seria alcançado após o afastamento das fontes de equívoco e engano, nomeadas por ele como ídolos, e a aplicação de raciocínios indutivos.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Filosofia Escolástica

Basicamente, os pensadores desta corrente tinham a missão de analisar os ensinamentos cristãos a partir da filosofia da Grécia antiga. Santo Agostinho e Tomás de Aquino são os maiores pensadores. Entre as correntes filosóficas, essa define que antes dos gregos antigos, Cristo ainda não havia surgido na cultura ocidental. Mas assim que nasceu, o cristianismo, religião que o têm como líder, dominou os mais diversos aspectos da sociedade: ética, moral, ensino, o mercado. Isso tudo durante a Idade Média. Assim, o conhecimento deveria ser analisado à luz dos ensinamentos cristãos, e foi isso que os escolásticos fizeram. Escolástica, escolasticismo (do latim scholasticus), "pertence à escola", "instruído", "sábio") ou filosofia escolástica é um método ocidental de pensamento crítico e de aprendizagem, com origem nas escolas monásticas cristãs, que concilia a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega (razão aristotélica e platônica).[ Colocando ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência e resolver contradições. Escolástica foi o método crítico dominante no ensino nas universidades medievais europeias no período dos séculos IX ao XVI, que surgiu da necessidade de responder às exigências da fé. É mais um método de aprendizagem do que uma teologia. A obra-prima de Tomás de Aquino, denominado Summa Theologica, é, frequentemente, vista como exemplo maior da escolástica. Um trabalho importante na tradição escolar tem sido realizado desde a época de Tomás de Aquino, por exemplo, por Francisco Suárez e Luis de Molina e também entre pensadores luteranos e reformados. O legado histórico do escolasticismo não reside em descobertas científicas específicas, mas em lançar as bases para o desenvolvimento das ciências naturais. O pensador máximo da Escolástica claramente é São Tomas de Aquino, podemos deixar isso em evidencia pelo fato de dividirmos a Escolástica em pré-tomistas e pós-tomistas. Os principais pré-tomistas são: João Escoto Erígena (que criou uma estrutura quaternária da natureza para provar a existência de Deus) e Anselmo de Cantuária, este afirmava que se podemos imaginar no nosso intelecto algo perfeito como Deus, isso em si já é prova de que ele exista de fato - Pensamento muito polêmico e refutado, principalmente por Gaunilode Marmoutiers, este afirmava que se somos capazes de imaginar uma ilha maior do que todas as ilhas, isso não quer dizer que ela necessariamente exista.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Filosofia Patrística

A Patrística, Escola Patrística ou Filosofia Patrística, foi uma corrente filosófica cristã da época medieval que surgiu no século IV. Recebe esse nome, pois ela foi desenvolvida por diversos padres e teólogos da Igreja, os quais eram chamados de “Pais da Igreja”. Sua figura mais importante foi Santo Agostinho de Hipona. Características da Patrística A Patrística é considerada a primeira fase da filosofia medieval. Sua principal característica era a expansão do Cristianismo na Europa e o combate aos hereges. Por isso, essa doutrina filosófica foi representada pelo pensamento dos Padres da Igreja, que gradualmente auxiliaram na construção da teologia cristã. Baseada na filosofia grega, os filósofos desse período tinham como objetivo central compreender a relação entre a fé divina e o racionalismo científico. Ou seja, eles buscavam a racionalização da fé cristã. Portanto, os principais temas explorados estavam ancorados nas vertentes do maniqueísmo, ceticismo e neoplatonismo. São eles: criação do mundo; ressurreição e encarnação; corpo e alma; pecados; livre arbítrio; predestinação divina. Patrística é o estudo dos escritos dos Pais da Igreja, denomina também um período e uma tradição filosófica e teológica daquilo que chamaram de antiguidade tardia em que ocorreu o primeiro encontro substancial entre o cristianismo e a filosofia, até então entendida como parte da cultura pagã greco-romana, dando lugar à formação das bases das filosofias e teologias cristãs que serão profundamente influentes na posterior história da filosofia e do cristianismo. Costuma ser localizado, no mundo latino, entre a vida de Clemente Romano e Justino, até a morte de Isidoro de Sevilha ou Beda, ou, na região bizantina, até a morte de João Damasceno.[nota 1] Outras cronologias adotam diferentes modelos para os vários contextos linguísticos-geográficos da patrística - como a região do Cáucaso (Armênia e Geórgia, por exemplo), do norte de África, da etiópia, entre outras. A Patrística e Santo Agostinho Santo Agostinho (354-430) foi teólogo, bispo, filósofo e o principal expoente da Patrística. Seus estudos estiveram voltados para a luta do bem e do mal (maniqueísmo), bem como do neoplatonismo.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Filosofia do Pragmatismo.

Segundo essa doutrina metafísica, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos. Primeira corrente filosófica originada nos Estados Unidos e todas as outras até aqui são de origem europeia. Inclusive muito coerentes com o pensado dos norte-americanos. O pragmatismo prega que a verdade de uma ideia deve ser analisada levando em conta sua utilidade, ou seja, parte de uma visão bastante prática. É a corrente de ideias que prega que a validade de uma doutrina é determinada pelo seu bom êxito prático. Esse conceito das correntes filosóficas é especialmente aplicado ao movimento filosófico norte-americano. Ele está baseado em ideias de Charles Sanders Peirce 1839-1914 e William James 1842-1910. O pragmatismo constitui uma escola de filosofia estabelecida no final do século XIX, com origem no Metaphysical Club, um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James, e pelo jurista Oliver Wendell Holmes, Jr., congregando em seguida acadêmicos importantes dos Estados Unidos. Segundo essa doutrina metafísica, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos. O primeiro registro do termo pragmatismo ocorreu em 1898, tendo sido usado por William James. Este creditou a autoria do termo a Charles Sanders Peirce, que o teria criado no início dos anos 1870. A partir de 1905, Peirce passou a usar o termo pragmaticismo para designar sua filosofia, rejeitando o nome original, que estaria sendo usado por "jornais literários" de uma maneira que não aprovava. A questão que distingue o pragmatismo do pragmaticismo reside principalmente no entendimento dado a esta locução - "desdobramentos práticos". Segundo a máxima pragmática de Peirce, o sentido de todo símbolo ou conceito depende da totalidade das possibilidades de formação de condutas deliberadas a partir da crença na verdade deste conceito ou símbolo. Neste leque, incluem-se desde os efeitos mais prosaicos até as condutas mentais mais remotas. Neste aspecto, porque o pragmatismo daria relevância apenas às evidências empíricas e às práticas mais vantajosas para o sujeito individual, pode ser considerado uma doutrina filosófica menos exigente que o pragmaticismo. O pragmatismo se aproxima do sentido popular, segundo o qual um sujeito "pragmático" é aquele que tem o hábito mental de reduzir o sentido dos fenômenos à avaliação de seus aspectos úteis, necessários, limitando a especulação aos efeitos práticos, de valor utilitário, do pensamento. Peirce, aliás, justifica a invenção do desajeitado termo "pragmaticismo" justamente como meio de tornar a sua concepção de pragmatismo "distorcida para quem a utilizava", ou seja, para evitar que também este conceito tivesse seu sentido psicologizado. Segundo ele, foi o que, lamentavelmente, aconteceu com o pragmatismo depois que saiu do Metaphysical Club.

terça-feira, 3 de março de 2026

Transcendentalismo na Inglaterra do século XIX.

O transcendentalismo foi um movimento do século XIX de escritores e filósofos da Nova Inglaterra, vagamente unidos pela adesão a um sistema de pensamento idealista baseado na crença na unidade essencial de toda a criação, na bondade inata da humanidade e na supremacia da intuição sobre a lógica e a experiência para a revelação das verdades mais profundas . O transcendentalismo alemão (especialmente na interpretação de Samuel Taylor Coleridge e Thomas Carlyle ), o platonismo e o neoplatonismo , as escrituras indianas e chinesas e os escritos de místicos como Emanuel Swedenborg e Jakob Böhme foram fontes às quais os transcendentalistas da Nova Inglaterra recorreram em sua busca por uma filosofia libertadora . Eclético e cosmopolita em suas origens, e parte do movimento romântico, o Transcendentalismo da Nova Inglaterra teve origem na região de Concord , Massachusetts , e de 1830 a 1855 representou uma batalha entre as gerações mais jovens e mais velhas, bem como a emergência de uma nova cultura nacional baseada em elementos locais. Atraiu figuras tão diversas e individualistas quanto Ralph Waldo Emerson , Henry David Thoreau , Margaret Fuller , Orestes Brownson , Elizabeth Palmer Peabody e James Freeman Clarke , além de George Ripley , Bronson Alcott , o jovem W.E. Channing e W.H. Channing. Em 1840, Emerson e Margaret Fuller fundaram a Escola de Transcendentalismo da Nova Inglaterra. A revista The Dial (1840–44), o protótipo da “ pequena revista ”, publicou alguns dos melhores textos de transcendentalistas menos conhecidos. Fonte para pesquisa: https://www.britannica.com/event/Transcendentalism-American-movement .

sábado, 14 de fevereiro de 2026

A Literatura dos Antigos Astecas.

Amoxtli  é a palavra em náuatle (língua dos astecas) para "livro". De acordo com fontes do século XVI, os astecas possuíam vastas bibliotecas que exploravam diversos assuntos, desde histórias familiares até livros religiosos. Os conquistadores espanhóis, que conquistaram a cidade de Tenochtitlán em 1521, rejeitaram muitos aspectos da cultura asteca e destruíram essas bibliotecas e seus conteúdos devido ao seu conteúdo não cristão. No entanto, após a conquista, algumas instituições religiosas e administrativas solicitaram a alguns anciãos nahuas (astecas) que escrevessem suas histórias novamente para que os espanhóis pudessem compreender melhor sua cultura e seus antigos direitos territoriais. Os livros produzidos durante esse período são considerados coloniais (feitos na década de 1520 ou posteriormente). De que era feito um livro? Os livros astecas eram extremamente variados em seus materiais de produção, que iam desde casca de árvore até papel europeu, fibra de cacto e peles de animais. Os livros eram pintados! Costumamos chamar os livros astecas de "códices", uma palavra medieval para "livro" ou "manuscrito". Os códices pré-hispânicos e coloniais comunicavam-se por meio de imagens pintadas, não por palavras. No entanto, alguns códices coloniais mostram imagens acompanhadas de escrita europeia. Isso provavelmente visava facilitar a compreensão dos leitores espanhóis. Em cada códice, algumas imagens imitavam a palavra falada (logogramas), enquanto outras representavam ideias (pictogramas e ideogramas). Aqui (imagem 2) está um exemplo de um topônimo, uma imagem que descreve um lugar. Este é o topônimo da cidade asteca de Huitzilopochco . Se você fosse um asteca, leria a imagem como um beija-flor em um fundo azul. A cor azul é sinônimo do sol e, portanto, do deus sol Huitzilopochtli, cujo nome era Beija-flor da Mão Esquerda. Quem soubesse ler esta placa identificaria o beija-flor e o fundo azul com Huiztilopochtli. Agradeço a pesquisadora Julia Flood, por este artigo introdutório sobre livros e escrita asteca,

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Filosofia do Psicologismo.

O psicologismo é um movimento filosófico que surgiu na Alemanha, no século XIX, em reação ao antigo idealismo. Nesse período a filosofia seguiu trajetórias opostas ao caráter sistêmico e abstrato do pensamento de Hegel, instituindo uma busca pelo que era concreto e real. O termo pode ser também utilizado para designar a confusão entre a gênese psicológica do conhecimento e sua validade. A filosofia reflete sobre questões fundamentais da vida humana. Já a psicologia questiona certas atitudes, com o objetivo de ajudar a pessoa no enfrentamento de seus problemas. Por isso, essas práticas são muito importantes no entendimento da vida humana. Ambas as disciplinas, Filosofia e Psicologia, estudam o ser humano e a sua forma de pensar, sentir e agir. Elas têm semelhanças e diferenças e às vezes interpretam os mesmos fatos de maneiras diversas. No entanto, elas compartilham muitas teorias e saberes. Aristóteles, Platão e René Descartes foram outros pensadores que contribuíram significativamente para a construção do conceito de Psicologia, oferecendo avanços do ponto de vista científico e filosófico. A Filosofia é considerada uma das bases fundamentais da Psicologia, pois ajudou a moldar os conceitos e teorias que sustentam essa disciplina. Desde os tempos antigos, filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles já discutiam questões relacionadas à mente, à consciência e ao comportamento humano. As diferentes disciplinas que estudam a realidade humana, tendem a reduzir a complexibilidade desta mesma realidade a esquemas que lhe são próprios, isto é, por vezes acontecem reduções de processos pluridisciplinares, a um só disciplina. Psicologismo, pode estão ser definido como um processo de redução dos fenômenos humanos em ralação aos seus aspectos psíquicos. Fonte; Dicionário Porto Editora Infopédia.com

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Literatura do Antigo Egito.

A literatura do antigo Egito foi sempre de natureza religiosa e filosófica. As suas mais antigas manifestações são constituídas por inscrições feitas nas pirâmides e em túmulos suntuosos. Dentro desse contexto literário merece destaque a Canção do Harpista, repassada pela descrença em relação à vida depois da morte e sugerindo o gozo dos prazeres mundanos. Além dos textos esculpidos nos túmulos e nas pirâmides, havia também escritos feitos em papiros com textos que continham características filosóficas, contos, romances e hinos religiosos. O Diálogo de um Misantropo com sua Alma é uma condenação das iniquidades e injustiças dessa vida e uma exaltação da outra – verdadeira libertação de todos os infortúnios humanos. Eram muito conhecidas As aventuras de Sinehue, autobiografia movimentada de episódios interessantes, e a História do Náufrago, odisseia vivida por um marinheiro egípcio.  São famosos o Hino a Amon Rá, deus dos deuses, e o Canto Triunfal de Ramsés II: o primeiro exalta a grandeza da divindade amoniana; e o segundo, os feitos do faraó vencedor dos hititas. Merece especial destaque o chamado Livro dos Mortos, reunião de textos de cunho moral que deveriam ser recitados pela alma do morto ao comparecer ante ao Tribunal de Osíris, deus da vegetação, das forças da natureza e dos mortos. Acompanhe um dos fragmentos mais conhecidos do Livro dos Mortos:

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Um sentimento chamado desesperança.

A desesperança é uma sensação sem máscaras, pois ao contrário de outros sentimentos, ela mostra aquilo que temos de mais pungente em nosso ser, o sentimento da falta. Ela surge quando acreditamos estar presos a uma situação intolerável, sem forças ou recursos para transformá-la. Embora doloroso, trata-se de uma experiência que aumenta em nossa sociedade a cada dia. Aos poucos, perdemos a esperança do emprego desejado, da compra da casa dos sonhos, da conclusão da faculdade que foi deixada pra depois. Com o passar do tempo, ficamos acumulando fracassos em projetos, objetivos que foram ficando pelo caminho. O nome disto é desesperança, não acreditamos em nós mesmos. E este sentimento, ou tormento, por assim dizer, já era enunciado a séculos. Em seu sermão profético, registrado em Mateus 24, Jesus antecipou que, no fim dos tempos, a desesperança tomará conta do planeta. Não porque a ciência estará em declínio, a medicina será inútil ou os recursos materiais e tecnológicos faltarão, mas porque a iniquidade se multiplicará e o descrença em si mesmo crescerá. Para Sigmund Freud, um médico neurologista e importante psicanalista austríaco.( 1856/1939). é uma reação interior que atua como resposta a um conflito psíquico. Ela está relacionada ao medo de perder o controle, estarmos em situações sem saída, e por isto o desesperamos, ao medo de uma ameaça externa. A desesperança, ou angustia, tem uma função defensiva, alertando o sujeito como um sinal de que o Eu está em risco. Mas quando ela surge, já estamos praticamente indefesos. Jacques Lacan, um psicanalista francês, que renovou a psicanálise a partir da década de 1950, e que mesmo tendo uma visão mais avançada, Evidenciou que, enquanto dominante, a desesperança deixa-nos à deriva, desnorteados e impotentes. E exatamente por isso é tão inquietante, e cruel. Se perdemos a esperança perdemos ao autoestima, e passamos a viver em um universo de abandono e descrença, dentro de nós..

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Antropologia Filosófica

Immanuel Kant 1724-1804 - Filósofo que defendia o homem livre e responsável, em seu livro a crítica da razão ele diz: A antropologia como campo de inquirição humanista e ciência social compartilha com a filosofia e com o pensamento religioso a mesma questão central: o que é o ser humano?  A antropologia filosófica lida com questões existenciais e metafísicas acerca da natureza humana. A antropologia filosófica lida com questões existenciais acerca da natureza humana. Subdivide essa questão fundamental em vários temas, como identidade, pessoalidade, livre-arbítrio e determinismo, constituição humana, natureza humana, psique, mente, dentre outros tópicos. O projeto filosófico de Max Scheler (1874-1961), Helmuth Plessner (1892– 1985) e Arnold Gehlen (1904-1976) procurou compreender o papel do homem no mundo. Para eles, a ênfase está na singularidade do homem. A antropologia filosófica resulta das questões fundamentais assinaladas por kant , tendo como base a primeira pessoa : 1. O que eu posso conhecer? 2. O que eu devo fazer? 3. O que eu posso esperar? 4. O que é ser humano? O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". Immanuel Kant. A dignidade humana é o único princípio capaz de levar a condutas verdadeiramente éticas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Filosofia do Determinismo.

O determinismo se refere a uma relação de causa e efeito que condiciona as possibilidades daquilo que existe. Tudo o que há estaria submetido à hierarquia entre aquilo que é determinante (causa) sobre tudo aquilo que é determinado (efeito). É também uma corrente de pensamento que parte da ideia de que tudo o que existe está pré-definido ou está determinado a acontecer. É nesse sentido que, para as teorias deterministas, tudo existe em função de uma causa que o antecede. Pessoas, coisas, eventos ou ações, por exemplo, são o resultado de uma ação anterior, assumindo uma linearidade. Assim, não há maneiras de escapar à série dos acontecimentos, que podem estar determinada pelo passado, presente ou futuro. Liberdade e determinismo O conceito de determinismo, muitas vezes, é compreendido como oposto à liberdade. Entretanto, compreende-se que, no caso de um determinismo não absoluto, há a possibilidade de escolhas, por conseguinte, de liberdade. Para a religião cristã, Deus é um fator determinante, nada pode fugir aos desígnios Dele, mas dotou os seres humanos com o livre-arbítrio para que pudessem ser livres e decidir sobre suas próprias ações. Segundo Deleuze, do mesmo modo que os seres humanos são determinados, através de sua liberdade, também possuem a característica de determinantes, constituindo-se como causa de novos efeitos. Assim, mesmo dentro de um sistema determinado, existem possibilidades para escolhas e liberdade. Libertarismo e determinismo O libertarismo ou libertarianismo opõe-se ao determinismo por criticarem a existência de um agente externo que possa reduzir as escolhas dos indivíduos. Para os adeptos dessa corrente de pensamento, os indivíduos são plenamente livres e só devem ser determinados pela sua própria vontade. O termo foi utilizado por correntes anarquistas do século XIX, como em Proudhon, para defender a negação do poder do Estado sobre a vida das pessoas. Mais tarde, no século XX, correntes do liberalismo político assumiram o termo para fundamentar a ideia do Estado mínimo, como visto no pensamento de Von Mises. Tipos de determinismo Existem diferentes tipos de determinismo, que estando relacionados a um contexto específico, restringem as possibilidades de ação a um fator as determina, são eles: *Determinismo cultural- os indivíduos que compartilham de uma mesma estrutura cultural tendem a pensar e agir da mesma forma, fundamentados nos valores comuns que os orientam. *Determinismo social- as estruturas sociais são determinantes para a ação dos indivíduos. Assim, as condições sociais dos indivíduos são determinantes para o seu modo de vida. *Determinismo científico- para essa corrente de pensamento, a ciência vai determinar a forma de vida dos indivíduos, só o que é reconhecido pela ciência pode ser tomado como verdade, e torna-se fundamento para as escolhas e as ações. *Determinismo geográfico-os habitantes que dividem um mesmo espaço físico passam a comportar-se de forma semelhante, sendo determinados pelo meio em que vivem. *Determinismo biológico.-o determinismo biológico, associado ao que conhecemos como darwinismo social, foi criado para justificar porque algumas etnias deveriam ser consideradas superiores às outras. O determinismo biológico foi usado como justificativa para várias situações tenebrosas da história da humanidade, como por exemplo, o nazismo, onde Adolf Hitler pregava a superioridade da "raça ariana" sobre as demais. O determinismo biológico é baseado em uma série de estereótipos, como por exemplo: todo asiático tem inteligência acima da média, negros são melhores em esportes, e europeus são culturalmente mais elevados. Tendencias deterministas: Pré-determinismo: se, como Laplace, o deísmo e o behaviorismo clássico, supuséssemos que todo efeito já está completamente presente na causa, temos um determinismo mecanicista onde a determinação é colocada no passado, numa cadeia causal totalmente explicada pelas condições iniciais do universo. Pós-determinismo: se, como na teleologia, supuséssemos que toda causalidade do universo é determinada por alguma finalidade, temos um determinismo mecanicista onde a determinação é posta no futuro pelo consentimento de algum evento exterior ao universo causal. Co-determinismo: se, como na teoria do caos, na teoria da emergência ou no conceito de rizoma, supuséssemos que nem todo efeito está totalmente contido na causa, isto é, que o próprio efeito pode simultaneamente interagir (causalmente) com outros efeitos, podendo inclusive acarretar um nível de realidade diferente do nível das causas anteriores (por exemplo, a interação no nível molecular formando um outro nível de realidade, a vida, ou a interação entre indivíduos formando um outro nível de realidade, a sociedade), temos um determinismo onde a determinação é colocada no presente ou na simultaneidade dos processos. Referências: Macedo, C. C. Q. (2016). A influência da frenologia no Instituto Histórico de Paris: raça e história durante a Monarquia de Julho (1830-1848).Humanidades em diálogo,7, 127-145. Paul Edwards:Determinism.In: Paul Edwards (org.):Encyclopedia of philosophy.Macmillan, London 1967, vol 2 p. 359-373 William James:The Dilemma of Determinism. In:The Will to Believe and other essays in the popular philosophy. J.J.C. Smart, https: //sci-hub.se/10.1093/mind/lxx.279.291"Free-Will, Praise and Blame".Mind, julho de 1961, vol. LXX, nº 279, p.291-306 doi:10.1093/mind/lxx.279.291 The Cogito Model,informationphilosopher.com

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Paradoxo do autoengano.

Autoengano ou autoilusão é o processo de negar ou racionalizar a relevância, o significado ou a importância de evidências contrárias e argumentos lógicos . O autoengano envolve convencer-se de uma verdade (ou da falta dela) para não revelar qualquer autoconhecimento do engano . O autoengano questiona a natureza do indivíduo, especificamente em um contexto psicológico , e a natureza do "eu". A irracionalidade é a base da qual derivam os paradoxos do autoengano, e argumenta-se que nem todos possuem os "talentos especiais" e as capacidades para o autoengano. No entanto, a racionalização é influenciada por inúmeros fatores, incluindo socialização, vieses pessoais, medo e repressão cognitiva. Tal racionalização pode ser manipulada de maneiras positivas e negativas, convencendo alguém a perceber uma situação negativa de forma otimista e vice-versa. Em contraste, a racionalização por si só não consegue esclarecer efetivamente a dinâmica do autoengano, visto que a razão é apenas uma das formas adaptativas que os processos mentais podem assumir. Foi teorizado que os humanos são suscetíveis ao autoengano porque a maioria das pessoas tem ligações emocionais com crenças, que em alguns casos podem ser irracionais . Alguns biólogos evolucionistas , como Robert Trivers , sugeriram  que o engano desempenha um papel significativo no comportamento humano e, de modo mais geral, no comportamento animal. Enganamos a nós mesmos para confiar em algo que não é verdade, a fim de convencer melhor os outros dessa "verdade."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A sombra da indifrença.

Você já percebeu que, quando você se afasta, quem te ignorava, que trata võcê com indiferença, começa a sentir a sua falta? Parece até curioso como o silêncio de quem sente-se desvalorizado, ignorado, fala mais alto que qualquer palavra. A maioria das pessoas só aprende o valor do que perdeu quando o outro já desistiu de provar alguma coisa. Elas geralmente confundem a sua paciência com fraquesa, o seu cuidado com obrigação, e o seu silêncio com indiferença. Mas o verdadeiro controle está em não precisar mais validação, pois quando alguém não entende nosso valor, o erro é tentar convencê-la do contrário.O valor que temos não se explica, se demosntra, e quem não quer enxergar, não enxerga. Quem vive na cegueira do ego, só reconhece aquilo que perde, nunca aquilo que tem. Tudo o que não é mútuo, é perda de tempo, pois o valor não se pede, se percebe, e o silêncio é, muitas vezes. A resposta mais elegante que existe.

Filosofia do Existencialismo.

Esta linha de pensamento filosófico prega que não há origem, que todas as pessoas são livres para fazer suas próprias escolhas e lidar com ...