quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Moscou 1906



Um silêncio inquietante...Uma calma desesperadora.
Lá fora o frio congela as folhas,a neve cai sobre os telhados,dentro deste gélido apartamento  a solidão me abraça.Pela janela do quarto andar observo os transeuntes,apressados em meio a névoa que cobre o final de tarde em Moscou.
O apartamento sombrio reflete o sentimento de abandono que domina minha alma.As sombras produzidas pelas fracas chamas da lareira são como spectros a deslizarem pelas velhas paredes,formando um bailado de figuras horrendas a minha volta.Sombras do meu passado.
Porque toda esta calmaria me assusta?
Porque este silencio me apavora?
Sinto-me impotente,submisso ao meu destino,entregue  já sem forças aos cruéis carrascos de minha consciência.Permaneço sentado em minha poltrona,contemplando o horizonte distante e gelado.Como se o mundo todo estivesse coberto de branco.
Devo estar talvez,esperando alguém,ou alguma coisa.Não sei ao certo,estou confuso.Quem sabe esteja ficando louco,talvez nem encontre-me realmente aqui.Quem sabe isto não passe de um terrível pesadelo.
Mas o que devo fazer para acordar?
A será que ao acordar não estarei aqui,no mesmo local.? 

Filosofia do Existencialismo.

Esta linha de pensamento filosófico prega que não há origem, que todas as pessoas são livres para fazer suas próprias escolhas e lidar com ...