Literatura por Sid Fontoura
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Filosofia Escolástica
Basicamente, os pensadores desta corrente tinham a missão de analisar os ensinamentos cristãos a partir da filosofia da Grécia antiga. Santo Agostinho e Tomás de Aquino são os maiores pensadores.
Entre as correntes filosóficas, essa define que antes dos gregos antigos, Cristo ainda não havia surgido na cultura ocidental. Mas assim que nasceu, o cristianismo, religião que o têm como líder, dominou os mais diversos aspectos da sociedade: ética, moral, ensino, o mercado. Isso tudo durante a Idade Média. Assim, o conhecimento deveria ser analisado à luz dos ensinamentos cristãos, e foi isso que os escolásticos fizeram.
Escolástica, escolasticismo (do latim scholasticus), "pertence à escola", "instruído", "sábio") ou filosofia escolástica é um método ocidental de pensamento crítico e de aprendizagem, com origem nas escolas monásticas cristãs, que concilia a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega (razão aristotélica e platônica).[ Colocando ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência e resolver contradições.
Escolástica foi o método crítico dominante no ensino nas universidades medievais europeias no período dos séculos IX ao XVI, que surgiu da necessidade de responder às exigências da fé. É mais um método de aprendizagem do que uma teologia. A obra-prima de Tomás de Aquino, denominado Summa Theologica, é, frequentemente, vista como exemplo maior da escolástica.
Um trabalho importante na tradição escolar tem sido realizado desde a época de Tomás de Aquino, por exemplo, por Francisco Suárez e Luis de Molina e também entre pensadores luteranos e reformados. O legado histórico do escolasticismo não reside em descobertas científicas específicas, mas em lançar as bases para o desenvolvimento das ciências naturais.
O pensador máximo da Escolástica claramente é São Tomas de Aquino, podemos deixar isso em evidencia pelo fato de dividirmos a Escolástica em pré-tomistas e pós-tomistas. Os principais pré-tomistas são: João Escoto Erígena (que criou uma estrutura quaternária da natureza para provar a existência de Deus) e Anselmo de Cantuária, este afirmava que se podemos imaginar no nosso intelecto algo perfeito como Deus, isso em si já é prova de que ele exista de fato - Pensamento muito polêmico e refutado, principalmente por Gaunilode Marmoutiers, este afirmava que se somos capazes de imaginar uma ilha maior do que todas as ilhas, isso não quer dizer que ela necessariamente exista.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Filosofia Patrística
A Patrística, Escola Patrística ou Filosofia Patrística, foi uma corrente filosófica cristã da época medieval que surgiu no século IV. Recebe esse nome, pois ela foi desenvolvida por diversos padres e teólogos da Igreja, os quais eram chamados de “Pais da Igreja”. Sua figura mais importante foi Santo Agostinho de Hipona.
Características da Patrística
A Patrística é considerada a primeira fase da filosofia medieval. Sua principal característica era a expansão do Cristianismo na Europa e o combate aos hereges. Por isso, essa doutrina filosófica foi representada pelo pensamento dos Padres da Igreja, que gradualmente auxiliaram na construção da teologia cristã.
Baseada na filosofia grega, os filósofos desse período tinham como objetivo central compreender a relação entre a fé divina e o racionalismo científico. Ou seja, eles buscavam a racionalização da fé cristã. Portanto, os principais temas explorados estavam ancorados nas vertentes do maniqueísmo, ceticismo e neoplatonismo. São eles: criação do mundo; ressurreição e encarnação; corpo e alma; pecados; livre arbítrio; predestinação divina.
Patrística é o estudo dos escritos dos Pais da Igreja, denomina também um período e uma tradição filosófica e teológica daquilo que chamaram de antiguidade tardia em que ocorreu o primeiro encontro substancial entre o cristianismo e a filosofia, até então entendida como parte da cultura pagã greco-romana, dando lugar à formação das bases das filosofias e teologias cristãs que serão profundamente influentes na posterior história da filosofia e do cristianismo. Costuma ser localizado, no mundo latino, entre a vida de Clemente Romano e Justino, até a morte de Isidoro de Sevilha ou Beda, ou, na região bizantina, até a morte de João Damasceno.[nota 1] Outras cronologias adotam diferentes modelos para os vários contextos linguísticos-geográficos da patrística - como a região do Cáucaso (Armênia e Geórgia, por exemplo), do norte de África, da etiópia, entre outras.
A Patrística e Santo Agostinho
Santo Agostinho (354-430) foi teólogo, bispo, filósofo e o principal expoente da Patrística. Seus estudos estiveram voltados para a luta do bem e do mal (maniqueísmo), bem como do neoplatonismo.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Filosofia do Pragmatismo.
Segundo essa doutrina metafísica, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos. Primeira corrente filosófica originada nos Estados Unidos e todas as outras até aqui são de origem europeia. Inclusive muito coerentes com o pensado dos norte-americanos. O pragmatismo prega que a verdade de uma ideia deve ser analisada levando em conta sua utilidade, ou seja, parte de uma visão bastante prática. É a corrente de ideias que prega que a validade de uma doutrina é determinada pelo seu bom êxito prático. Esse conceito das correntes filosóficas é especialmente aplicado ao movimento filosófico norte-americano. Ele está baseado em ideias de Charles Sanders Peirce 1839-1914 e William James 1842-1910.
O pragmatismo constitui uma escola de filosofia estabelecida no final do século XIX, com origem no Metaphysical Club, um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James, e pelo jurista Oliver Wendell Holmes, Jr., congregando em seguida acadêmicos importantes dos Estados Unidos. Segundo essa doutrina metafísica, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos.
O primeiro registro do termo pragmatismo ocorreu em 1898, tendo sido usado por William James. Este creditou a autoria do termo a Charles Sanders Peirce, que o teria criado no início dos anos 1870. A partir de 1905, Peirce passou a usar o termo pragmaticismo para designar sua filosofia, rejeitando o nome original, que estaria sendo usado por "jornais literários" de uma maneira que não aprovava. A questão que distingue o pragmatismo do pragmaticismo reside principalmente no entendimento dado a esta locução - "desdobramentos práticos". Segundo a máxima pragmática de Peirce, o sentido de todo símbolo ou conceito depende da totalidade das possibilidades de formação de condutas deliberadas a partir da crença na verdade deste conceito ou símbolo. Neste leque, incluem-se desde os efeitos mais prosaicos até as condutas mentais mais remotas. Neste aspecto, porque o pragmatismo daria relevância apenas às evidências empíricas e às práticas mais vantajosas para o sujeito individual, pode ser considerado uma doutrina filosófica menos exigente que o pragmaticismo.
O pragmatismo se aproxima do sentido popular, segundo o qual um sujeito "pragmático" é aquele que tem o hábito mental de reduzir o sentido dos fenômenos à avaliação de seus aspectos úteis, necessários, limitando a especulação aos efeitos práticos, de valor utilitário, do pensamento. Peirce, aliás, justifica a invenção do desajeitado termo "pragmaticismo" justamente como meio de tornar a sua concepção de pragmatismo "distorcida para quem a utilizava", ou seja, para evitar que também este conceito tivesse seu sentido psicologizado. Segundo ele, foi o que, lamentavelmente, aconteceu com o pragmatismo depois que saiu do Metaphysical Club.
terça-feira, 3 de março de 2026
Transcendentalismo na Inglaterra do século XIX.
O transcendentalismo foi um movimento do século XIX de escritores e filósofos da Nova Inglaterra, vagamente unidos pela adesão a um sistema de pensamento idealista baseado na crença na unidade essencial de toda a criação, na bondade inata da humanidade e na supremacia da intuição sobre a lógica e a experiência para a revelação das verdades mais profundas .
O transcendentalismo alemão (especialmente na interpretação de Samuel Taylor Coleridge e Thomas Carlyle ), o platonismo e o neoplatonismo , as escrituras indianas e chinesas e os escritos de místicos como Emanuel Swedenborg e Jakob Böhme foram fontes às quais os transcendentalistas da Nova Inglaterra recorreram em sua busca por uma filosofia libertadora .
Eclético e cosmopolita em suas origens, e parte do movimento romântico, o Transcendentalismo da Nova Inglaterra teve origem na região de Concord , Massachusetts , e de 1830 a 1855 representou uma batalha entre as gerações mais jovens e mais velhas, bem como a emergência de uma nova cultura nacional baseada em elementos locais. Atraiu figuras tão diversas e individualistas quanto Ralph Waldo Emerson , Henry David Thoreau , Margaret Fuller , Orestes Brownson , Elizabeth Palmer Peabody e James Freeman Clarke , além de George Ripley , Bronson Alcott , o jovem W.E. Channing e W.H. Channing. Em 1840, Emerson e Margaret Fuller fundaram a Escola de Transcendentalismo da Nova Inglaterra. A revista The Dial (1840–44), o protótipo da “ pequena revista ”, publicou alguns dos melhores textos de transcendentalistas menos conhecidos.
Fonte para pesquisa: https://www.britannica.com/event/Transcendentalism-American-movement
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sábado, 14 de fevereiro de 2026
A Literatura dos Antigos Astecas.
Amoxtli é a palavra em náuatle (língua dos astecas) para "livro". De acordo com fontes do século XVI, os astecas possuíam vastas bibliotecas que exploravam diversos assuntos, desde histórias familiares até livros religiosos. Os conquistadores espanhóis, que conquistaram a cidade de Tenochtitlán em 1521, rejeitaram muitos aspectos da cultura asteca e destruíram essas bibliotecas e seus conteúdos devido ao seu conteúdo não cristão.
No entanto, após a conquista, algumas instituições religiosas e administrativas solicitaram a alguns anciãos nahuas (astecas) que escrevessem suas histórias novamente para que os espanhóis pudessem compreender melhor sua cultura e seus antigos direitos territoriais. Os livros produzidos durante esse período são considerados coloniais (feitos na década de 1520 ou posteriormente).
De que era feito um livro?
Os livros astecas eram extremamente variados em seus materiais de produção, que iam desde casca de árvore até papel europeu, fibra de cacto e peles de animais.
Os livros eram pintados!
Costumamos chamar os livros astecas de "códices", uma palavra medieval para "livro" ou "manuscrito". Os códices pré-hispânicos e coloniais comunicavam-se por meio de imagens pintadas, não por palavras. No entanto, alguns códices coloniais mostram imagens acompanhadas de escrita europeia. Isso provavelmente visava facilitar a compreensão dos leitores espanhóis. Em cada códice, algumas imagens imitavam a palavra falada (logogramas), enquanto outras representavam ideias (pictogramas e ideogramas). Aqui (imagem 2) está um exemplo de um topônimo, uma imagem que descreve um lugar. Este é o topônimo da cidade asteca de Huitzilopochco . Se você fosse um asteca, leria a imagem como um beija-flor em um fundo azul. A cor azul é sinônimo do sol e, portanto, do deus sol Huitzilopochtli, cujo nome era Beija-flor da Mão Esquerda. Quem soubesse ler esta placa identificaria o beija-flor e o fundo azul com Huiztilopochtli.
Agradeço a pesquisadora Julia Flood, por este artigo introdutório sobre livros e escrita asteca,
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Filosofia do Psicologismo.
O psicologismo é um movimento filosófico que surgiu na Alemanha, no século XIX, em reação ao antigo idealismo. Nesse período a filosofia seguiu trajetórias opostas ao caráter sistêmico e abstrato do pensamento de Hegel, instituindo uma busca pelo que era concreto e real. O termo pode ser também utilizado para designar a confusão entre a gênese psicológica do conhecimento e sua validade. A filosofia reflete sobre questões fundamentais da vida humana. Já a psicologia questiona certas atitudes, com o objetivo de ajudar a pessoa no enfrentamento de seus problemas. Por isso, essas práticas são muito importantes no entendimento da vida humana.
Ambas as disciplinas, Filosofia e Psicologia, estudam o ser humano e a sua forma de pensar, sentir e agir. Elas têm semelhanças e diferenças e às vezes interpretam os mesmos fatos de maneiras diversas. No entanto, elas compartilham muitas teorias e saberes. Aristóteles, Platão e René Descartes foram outros pensadores que contribuíram significativamente para a construção do conceito de Psicologia, oferecendo avanços do ponto de vista científico e filosófico.
A Filosofia é considerada uma das bases fundamentais da Psicologia, pois ajudou a moldar os conceitos e teorias que sustentam essa disciplina. Desde os tempos antigos, filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles já discutiam questões relacionadas à mente, à consciência e ao comportamento humano.
As diferentes disciplinas que estudam a realidade humana, tendem a reduzir a complexibilidade desta mesma realidade a esquemas que lhe são próprios, isto é, por vezes acontecem reduções de processos pluridisciplinares, a um só disciplina. Psicologismo, pode estão ser definido como um processo de redução dos fenômenos humanos em ralação aos seus aspectos psíquicos.
Fonte; Dicionário Porto Editora
Infopédia.com
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Literatura do Antigo Egito.
A literatura do antigo Egito foi sempre de natureza religiosa e filosófica. As suas mais antigas manifestações são constituídas por inscrições feitas nas pirâmides e em túmulos suntuosos. Dentro desse contexto literário merece destaque a Canção do Harpista, repassada pela descrença em relação à vida depois da morte e sugerindo o gozo dos prazeres mundanos.
Além dos textos esculpidos nos túmulos e nas pirâmides, havia também escritos feitos em papiros com textos que continham características filosóficas, contos, romances e hinos religiosos. O Diálogo de um Misantropo com sua Alma é uma condenação das iniquidades e injustiças dessa vida e uma exaltação da outra – verdadeira libertação de todos os infortúnios humanos. Eram muito conhecidas As aventuras de Sinehue, autobiografia movimentada de episódios interessantes, e a História do Náufrago, odisseia vivida por um marinheiro egípcio.
São famosos o Hino a Amon Rá, deus dos deuses, e o Canto Triunfal de Ramsés II: o primeiro exalta a grandeza da divindade amoniana; e o segundo, os feitos do faraó vencedor dos hititas. Merece especial destaque o chamado Livro dos Mortos, reunião de textos de cunho moral que deveriam ser recitados pela alma do morto ao comparecer ante ao Tribunal de Osíris, deus da vegetação, das forças da natureza e dos mortos. Acompanhe um dos fragmentos mais conhecidos do Livro dos Mortos:
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