sexta-feira, 20 de março de 2026
Filosofia do Pragmatismo.
Segundo essa doutrina metafísica, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos. Primeira corrente filosófica originada nos Estados Unidos e todas as outras até aqui são de origem europeia. Inclusive muito coerentes com o pensado dos norte-americanos. O pragmatismo prega que a verdade de uma ideia deve ser analisada levando em conta sua utilidade, ou seja, parte de uma visão bastante prática. É a corrente de ideias que prega que a validade de uma doutrina é determinada pelo seu bom êxito prático. Esse conceito das correntes filosóficas é especialmente aplicado ao movimento filosófico norte-americano. Ele está baseado em ideias de Charles Sanders Peirce 1839-1914 e William James 1842-1910.
O pragmatismo constitui uma escola de filosofia estabelecida no final do século XIX, com origem no Metaphysical Club, um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James, e pelo jurista Oliver Wendell Holmes, Jr., congregando em seguida acadêmicos importantes dos Estados Unidos. Segundo essa doutrina metafísica, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos.
O primeiro registro do termo pragmatismo ocorreu em 1898, tendo sido usado por William James. Este creditou a autoria do termo a Charles Sanders Peirce, que o teria criado no início dos anos 1870. A partir de 1905, Peirce passou a usar o termo pragmaticismo para designar sua filosofia, rejeitando o nome original, que estaria sendo usado por "jornais literários" de uma maneira que não aprovava. A questão que distingue o pragmatismo do pragmaticismo reside principalmente no entendimento dado a esta locução - "desdobramentos práticos". Segundo a máxima pragmática de Peirce, o sentido de todo símbolo ou conceito depende da totalidade das possibilidades de formação de condutas deliberadas a partir da crença na verdade deste conceito ou símbolo. Neste leque, incluem-se desde os efeitos mais prosaicos até as condutas mentais mais remotas. Neste aspecto, porque o pragmatismo daria relevância apenas às evidências empíricas e às práticas mais vantajosas para o sujeito individual, pode ser considerado uma doutrina filosófica menos exigente que o pragmaticismo.
O pragmatismo se aproxima do sentido popular, segundo o qual um sujeito "pragmático" é aquele que tem o hábito mental de reduzir o sentido dos fenômenos à avaliação de seus aspectos úteis, necessários, limitando a especulação aos efeitos práticos, de valor utilitário, do pensamento. Peirce, aliás, justifica a invenção do desajeitado termo "pragmaticismo" justamente como meio de tornar a sua concepção de pragmatismo "distorcida para quem a utilizava", ou seja, para evitar que também este conceito tivesse seu sentido psicologizado. Segundo ele, foi o que, lamentavelmente, aconteceu com o pragmatismo depois que saiu do Metaphysical Club.
terça-feira, 3 de março de 2026
Transcendentalismo na Inglaterra do século XIX.
O transcendentalismo foi um movimento do século XIX de escritores e filósofos da Nova Inglaterra, vagamente unidos pela adesão a um sistema de pensamento idealista baseado na crença na unidade essencial de toda a criação, na bondade inata da humanidade e na supremacia da intuição sobre a lógica e a experiência para a revelação das verdades mais profundas .
O transcendentalismo alemão (especialmente na interpretação de Samuel Taylor Coleridge e Thomas Carlyle ), o platonismo e o neoplatonismo , as escrituras indianas e chinesas e os escritos de místicos como Emanuel Swedenborg e Jakob Böhme foram fontes às quais os transcendentalistas da Nova Inglaterra recorreram em sua busca por uma filosofia libertadora .
Eclético e cosmopolita em suas origens, e parte do movimento romântico, o Transcendentalismo da Nova Inglaterra teve origem na região de Concord , Massachusetts , e de 1830 a 1855 representou uma batalha entre as gerações mais jovens e mais velhas, bem como a emergência de uma nova cultura nacional baseada em elementos locais. Atraiu figuras tão diversas e individualistas quanto Ralph Waldo Emerson , Henry David Thoreau , Margaret Fuller , Orestes Brownson , Elizabeth Palmer Peabody e James Freeman Clarke , além de George Ripley , Bronson Alcott , o jovem W.E. Channing e W.H. Channing. Em 1840, Emerson e Margaret Fuller fundaram a Escola de Transcendentalismo da Nova Inglaterra. A revista The Dial (1840–44), o protótipo da “ pequena revista ”, publicou alguns dos melhores textos de transcendentalistas menos conhecidos.
Fonte para pesquisa: https://www.britannica.com/event/Transcendentalism-American-movement
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sábado, 14 de fevereiro de 2026
A Literatura dos Antigos Astecas.
Amoxtli é a palavra em náuatle (língua dos astecas) para "livro". De acordo com fontes do século XVI, os astecas possuíam vastas bibliotecas que exploravam diversos assuntos, desde histórias familiares até livros religiosos. Os conquistadores espanhóis, que conquistaram a cidade de Tenochtitlán em 1521, rejeitaram muitos aspectos da cultura asteca e destruíram essas bibliotecas e seus conteúdos devido ao seu conteúdo não cristão.
No entanto, após a conquista, algumas instituições religiosas e administrativas solicitaram a alguns anciãos nahuas (astecas) que escrevessem suas histórias novamente para que os espanhóis pudessem compreender melhor sua cultura e seus antigos direitos territoriais. Os livros produzidos durante esse período são considerados coloniais (feitos na década de 1520 ou posteriormente).
De que era feito um livro?
Os livros astecas eram extremamente variados em seus materiais de produção, que iam desde casca de árvore até papel europeu, fibra de cacto e peles de animais.
Os livros eram pintados!
Costumamos chamar os livros astecas de "códices", uma palavra medieval para "livro" ou "manuscrito". Os códices pré-hispânicos e coloniais comunicavam-se por meio de imagens pintadas, não por palavras. No entanto, alguns códices coloniais mostram imagens acompanhadas de escrita europeia. Isso provavelmente visava facilitar a compreensão dos leitores espanhóis. Em cada códice, algumas imagens imitavam a palavra falada (logogramas), enquanto outras representavam ideias (pictogramas e ideogramas). Aqui (imagem 2) está um exemplo de um topônimo, uma imagem que descreve um lugar. Este é o topônimo da cidade asteca de Huitzilopochco . Se você fosse um asteca, leria a imagem como um beija-flor em um fundo azul. A cor azul é sinônimo do sol e, portanto, do deus sol Huitzilopochtli, cujo nome era Beija-flor da Mão Esquerda. Quem soubesse ler esta placa identificaria o beija-flor e o fundo azul com Huiztilopochtli.
Agradeço a pesquisadora Julia Flood, por este artigo introdutório sobre livros e escrita asteca,
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Filosofia do Psicologismo.
O psicologismo é um movimento filosófico que surgiu na Alemanha, no século XIX, em reação ao antigo idealismo. Nesse período a filosofia seguiu trajetórias opostas ao caráter sistêmico e abstrato do pensamento de Hegel, instituindo uma busca pelo que era concreto e real. O termo pode ser também utilizado para designar a confusão entre a gênese psicológica do conhecimento e sua validade. A filosofia reflete sobre questões fundamentais da vida humana. Já a psicologia questiona certas atitudes, com o objetivo de ajudar a pessoa no enfrentamento de seus problemas. Por isso, essas práticas são muito importantes no entendimento da vida humana.
Ambas as disciplinas, Filosofia e Psicologia, estudam o ser humano e a sua forma de pensar, sentir e agir. Elas têm semelhanças e diferenças e às vezes interpretam os mesmos fatos de maneiras diversas. No entanto, elas compartilham muitas teorias e saberes. Aristóteles, Platão e René Descartes foram outros pensadores que contribuíram significativamente para a construção do conceito de Psicologia, oferecendo avanços do ponto de vista científico e filosófico.
A Filosofia é considerada uma das bases fundamentais da Psicologia, pois ajudou a moldar os conceitos e teorias que sustentam essa disciplina. Desde os tempos antigos, filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles já discutiam questões relacionadas à mente, à consciência e ao comportamento humano.
As diferentes disciplinas que estudam a realidade humana, tendem a reduzir a complexibilidade desta mesma realidade a esquemas que lhe são próprios, isto é, por vezes acontecem reduções de processos pluridisciplinares, a um só disciplina. Psicologismo, pode estão ser definido como um processo de redução dos fenômenos humanos em ralação aos seus aspectos psíquicos.
Fonte; Dicionário Porto Editora
Infopédia.com
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Literatura do Antigo Egito.
A literatura do antigo Egito foi sempre de natureza religiosa e filosófica. As suas mais antigas manifestações são constituídas por inscrições feitas nas pirâmides e em túmulos suntuosos. Dentro desse contexto literário merece destaque a Canção do Harpista, repassada pela descrença em relação à vida depois da morte e sugerindo o gozo dos prazeres mundanos.
Além dos textos esculpidos nos túmulos e nas pirâmides, havia também escritos feitos em papiros com textos que continham características filosóficas, contos, romances e hinos religiosos. O Diálogo de um Misantropo com sua Alma é uma condenação das iniquidades e injustiças dessa vida e uma exaltação da outra – verdadeira libertação de todos os infortúnios humanos. Eram muito conhecidas As aventuras de Sinehue, autobiografia movimentada de episódios interessantes, e a História do Náufrago, odisseia vivida por um marinheiro egípcio.
São famosos o Hino a Amon Rá, deus dos deuses, e o Canto Triunfal de Ramsés II: o primeiro exalta a grandeza da divindade amoniana; e o segundo, os feitos do faraó vencedor dos hititas. Merece especial destaque o chamado Livro dos Mortos, reunião de textos de cunho moral que deveriam ser recitados pela alma do morto ao comparecer ante ao Tribunal de Osíris, deus da vegetação, das forças da natureza e dos mortos. Acompanhe um dos fragmentos mais conhecidos do Livro dos Mortos:
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Um sentimento chamado desesperança.
A desesperança é uma sensação sem máscaras, pois ao contrário de outros sentimentos, ela mostra aquilo que temos de mais pungente em nosso ser, o sentimento da falta. Ela surge quando acreditamos estar presos a uma situação intolerável, sem forças ou recursos para transformá-la. Embora doloroso, trata-se de uma experiência que aumenta em nossa sociedade a cada dia. Aos poucos, perdemos a esperança do emprego desejado, da compra da casa dos sonhos, da conclusão da faculdade que foi deixada pra depois. Com o passar do tempo, ficamos acumulando fracassos em projetos, objetivos que foram ficando pelo caminho. O nome disto é desesperança, não acreditamos em nós mesmos.
E este sentimento, ou tormento, por assim dizer, já era enunciado a séculos. Em seu sermão profético, registrado em Mateus 24, Jesus antecipou que, no fim dos tempos, a desesperança tomará conta do planeta. Não porque a ciência estará em declínio, a medicina será inútil ou os recursos materiais e tecnológicos faltarão, mas porque a iniquidade se multiplicará e o descrença em si mesmo crescerá.
Para Sigmund Freud, um médico neurologista e importante psicanalista austríaco.( 1856/1939). é uma reação interior que atua como resposta a um conflito psíquico. Ela está relacionada ao medo de perder o controle, estarmos em situações sem saída, e por isto o desesperamos, ao medo de uma ameaça externa. A desesperança, ou angustia, tem uma função defensiva, alertando o sujeito como um sinal de que o Eu está em risco. Mas quando ela surge, já estamos praticamente indefesos.
Jacques Lacan, um psicanalista francês, que renovou a psicanálise a partir da década de 1950, e que mesmo tendo uma visão mais avançada, Evidenciou que, enquanto dominante, a desesperança deixa-nos à deriva, desnorteados e impotentes. E exatamente por isso é tão inquietante, e cruel. Se perdemos a esperança perdemos ao autoestima, e passamos a viver em um universo de abandono e descrença, dentro de nós..
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Antropologia Filosófica
Immanuel Kant 1724-1804 - Filósofo que defendia o homem livre e responsável, em seu livro a crítica da razão ele diz:
A antropologia como campo de inquirição humanista e ciência social compartilha com a filosofia e com o pensamento religioso a mesma questão central: o que é o ser humano?
A antropologia filosófica lida com questões existenciais e metafísicas acerca da natureza humana.
A antropologia filosófica lida com questões existenciais acerca da natureza humana. Subdivide essa questão fundamental em vários temas, como identidade, pessoalidade, livre-arbítrio e determinismo, constituição humana, natureza humana, psique, mente, dentre outros tópicos.
O projeto filosófico de Max Scheler (1874-1961), Helmuth Plessner (1892– 1985) e Arnold Gehlen (1904-1976) procurou compreender o papel do homem no mundo. Para eles, a ênfase está na singularidade do homem.
A antropologia filosófica resulta das questões fundamentais assinaladas por kant , tendo como base a primeira pessoa :
1. O que eu posso conhecer?
2. O que eu devo fazer?
3. O que eu posso esperar?
4. O que é ser humano?
O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". Immanuel Kant.
A dignidade humana é o único princípio capaz de levar a condutas verdadeiramente éticas.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Filosofia do Determinismo.
O determinismo se refere a uma relação de causa e efeito que condiciona as possibilidades daquilo que existe. Tudo o que há estaria submetido à hierarquia entre aquilo que é determinante (causa) sobre tudo aquilo que é determinado (efeito). É também uma corrente de pensamento que parte da ideia de que tudo o que existe está pré-definido ou está determinado a acontecer.
É nesse sentido que, para as teorias deterministas, tudo existe em função de uma causa que o antecede. Pessoas, coisas, eventos ou ações, por exemplo, são o resultado de uma ação anterior, assumindo uma linearidade. Assim, não há maneiras de escapar à série dos acontecimentos, que podem estar determinada pelo passado, presente ou futuro.
Liberdade e determinismo
O conceito de determinismo, muitas vezes, é compreendido como oposto à liberdade. Entretanto, compreende-se que, no caso de um determinismo não absoluto, há a possibilidade de escolhas, por conseguinte, de liberdade.
Para a religião cristã, Deus é um fator determinante, nada pode fugir aos desígnios Dele, mas dotou os seres humanos com o livre-arbítrio para que pudessem ser livres e decidir sobre suas próprias ações. Segundo Deleuze, do mesmo modo que os seres humanos são determinados, através de sua liberdade, também possuem a característica de determinantes, constituindo-se como causa de novos efeitos. Assim, mesmo dentro de um sistema determinado, existem possibilidades para escolhas e liberdade.
Libertarismo e determinismo
O libertarismo ou libertarianismo opõe-se ao determinismo por criticarem a existência de um agente externo que possa reduzir as escolhas dos indivíduos.
Para os adeptos dessa corrente de pensamento, os indivíduos são plenamente livres e só devem ser determinados pela sua própria vontade. O termo foi utilizado por correntes anarquistas do século XIX, como em Proudhon, para defender a negação do poder do Estado sobre a vida das pessoas.
Mais tarde, no século XX, correntes do liberalismo político assumiram o termo para fundamentar a ideia do Estado mínimo, como visto no pensamento de Von Mises.
Tipos de determinismo
Existem diferentes tipos de determinismo, que estando relacionados a um contexto específico, restringem as possibilidades de ação a um fator as determina, são eles:
*Determinismo cultural- os indivíduos que compartilham de uma mesma estrutura cultural tendem a pensar e agir da mesma forma, fundamentados nos valores comuns que os orientam.
*Determinismo social- as estruturas sociais são determinantes para a ação dos indivíduos. Assim, as condições sociais dos indivíduos são determinantes para o seu modo de vida.
*Determinismo científico- para essa corrente de pensamento, a ciência vai determinar a forma de vida dos indivíduos, só o que é reconhecido pela ciência pode ser tomado como verdade, e torna-se fundamento para as escolhas e as ações.
*Determinismo geográfico-os habitantes que dividem um mesmo espaço físico passam a comportar-se de forma semelhante, sendo determinados pelo meio em que vivem.
*Determinismo biológico.-o determinismo biológico, associado ao que conhecemos como darwinismo social, foi criado para justificar porque algumas etnias deveriam ser consideradas superiores às outras. O determinismo biológico foi usado como justificativa para várias situações tenebrosas da história da humanidade, como por exemplo, o nazismo, onde Adolf Hitler pregava a superioridade da "raça ariana" sobre as demais. O determinismo biológico é baseado em uma série de estereótipos, como por exemplo: todo asiático tem inteligência acima da média, negros são melhores em esportes, e europeus são culturalmente mais elevados.
Tendencias deterministas:
Pré-determinismo: se, como Laplace, o deísmo e o behaviorismo clássico, supuséssemos que todo efeito já está completamente presente na causa, temos um determinismo mecanicista onde a determinação é colocada no passado, numa cadeia causal totalmente explicada pelas condições iniciais do universo.
Pós-determinismo: se, como na teleologia, supuséssemos que toda causalidade do universo é determinada por alguma finalidade, temos um determinismo mecanicista onde a determinação é posta no futuro pelo consentimento de algum evento exterior ao universo causal.
Co-determinismo: se, como na teoria do caos, na teoria da emergência ou no conceito de rizoma, supuséssemos que nem todo efeito está totalmente contido na causa, isto é, que o próprio efeito pode simultaneamente interagir (causalmente) com outros efeitos, podendo inclusive acarretar um nível de realidade diferente do nível das causas anteriores (por exemplo, a interação no nível molecular formando um outro nível de realidade, a vida, ou a interação entre indivíduos formando um outro nível de realidade, a sociedade), temos um determinismo onde a determinação é colocada no presente ou na simultaneidade dos processos.
Referências:
Macedo, C. C. Q. (2016). A influência da frenologia no Instituto Histórico de Paris: raça e história durante a Monarquia de Julho (1830-1848).Humanidades em diálogo,7, 127-145.
Paul Edwards:Determinism.In: Paul Edwards (org.):Encyclopedia of philosophy.Macmillan, London 1967, vol 2 p. 359-373
William James:The Dilemma of Determinism. In:The Will to Believe and other essays in the popular philosophy.
J.J.C. Smart, https: //sci-hub.se/10.1093/mind/lxx.279.291"Free-Will, Praise and Blame".Mind, julho de 1961, vol. LXX, nº 279, p.291-306 doi:10.1093/mind/lxx.279.291
The Cogito Model,informationphilosopher.com
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Paradoxo do autoengano.
Autoengano ou autoilusão é o processo de negar ou racionalizar a relevância, o significado ou a importância de evidências contrárias e argumentos lógicos . O autoengano envolve convencer-se de uma verdade (ou da falta dela) para não revelar qualquer autoconhecimento do engano .
O autoengano questiona a natureza do indivíduo, especificamente em um contexto psicológico , e a natureza do "eu". A irracionalidade é a base da qual derivam os paradoxos do autoengano, e argumenta-se que nem todos possuem os "talentos especiais" e as capacidades para o autoengano. No entanto, a racionalização é influenciada por inúmeros fatores, incluindo socialização, vieses pessoais, medo e repressão cognitiva. Tal racionalização pode ser manipulada de maneiras positivas e negativas, convencendo alguém a perceber uma situação negativa de forma otimista e vice-versa. Em contraste, a racionalização por si só não consegue esclarecer efetivamente a dinâmica do autoengano, visto que a razão é apenas uma das formas adaptativas que os processos mentais podem assumir.
Foi teorizado que os humanos são suscetíveis ao autoengano porque a maioria das pessoas tem ligações emocionais com crenças, que em alguns casos podem ser irracionais . Alguns biólogos evolucionistas , como Robert Trivers , sugeriram que o engano desempenha um papel significativo no comportamento humano e, de modo mais geral, no comportamento animal. Enganamos a nós mesmos para confiar em algo que não é verdade, a fim de convencer melhor os outros dessa "verdade."
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
A sombra da indifrença.
Você já percebeu que, quando você se afasta, quem te ignorava, que trata võcê com indiferença, começa a sentir a sua falta?
Parece até curioso como o silêncio de quem sente-se desvalorizado, ignorado, fala mais alto que qualquer palavra.
A maioria das pessoas só aprende o valor do que perdeu quando o outro já desistiu de provar alguma coisa. Elas geralmente confundem a sua paciência com fraquesa, o seu cuidado com obrigação, e o seu silêncio com indiferença.
Mas o verdadeiro controle está em não precisar mais validação, pois quando alguém não entende nosso valor, o erro é tentar convencê-la do contrário.O valor que temos não se explica, se demosntra, e quem não quer enxergar, não enxerga. Quem vive na cegueira do ego, só reconhece aquilo que perde, nunca aquilo que tem.
Tudo o que não é mútuo, é perda de tempo, pois o valor não se pede, se percebe, e o silêncio é, muitas vezes. A resposta mais elegante que existe.
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